Seu patrão não manda no seu voto
Descrição Ameaça, demissão ou castigo por causa de política tem nome: assédio eleitoral. E é ilegal.do post.
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Chefe que pergunta em quem você vai votar. Que pede foto da urna. Que diz que "quem votar errado está na rua". Se isso já aconteceu com você ou com um colega, saiba: você não precisa aguentar calado.
Às vésperas das eleições de 2026, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) orientou os sindicatos a agir contra o assédio eleitoral, antes e depois da votação [1].
O que é assédio eleitoral?
É quando a empresa, ou alguém em nome dela, ameaça, pune ou discrimina o trabalhador por causa do voto, da opinião política ou por ele se recusar a apoiar um candidato.
Exemplos:
ameaça de demissão contra quem "votou errado";
exigir foto da urna ou declaração de voto;
rebaixar de função ou mudar escala como castigo;
cortar benefícios por motivo eleitoral;
humilhar ou expor o trabalhador;
demitir por causa do resultado das urnas.
A empresa pode ser obrigada a reintegrar o trabalhador e pagar indenização por danos morais, além de responder na área eleitoral, conforme o caso.
Aconteceu comigo. E agora?
Guarde as provas. Prints de mensagens, áudios, vídeos, comunicados internos, registros de demissão ou punição.
Denuncie. O canal do MTE é assedioeleitoral.trabalho.gov.br. Seu nome e celular são opcionais: dá para denunciar sem se identificar. Conte qual é a empresa, onde fica, o que aconteceu e, se possível, datas, setores e responsáveis.
Procure o Sintracom. Conte o caso ao sindicato. Sua identidade será preservada.
Peça mediação coletiva. É gratuita, feita por um mediador público imparcial e pode ser por videoconferência. Pode resultar em reintegração, fim de punições, devolução de benefícios e compromisso de não retaliação.
Se não houver acordo, o caso pode seguir para o Ministério Público do Trabalho e a Justiça do Trabalho.
Fale com o Sintracom
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Lembre-se: o voto é livre e secreto. Ninguém pode exigir que você mostre seu voto, ameaçar seu emprego por causa dele ou punir você pela sua opinião política.
Fonte: Rádio Peão Brasil, com base em orientação do Ministério do Trabalho e Emprego.

